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Denarium fica inelegível por 8 anos após decisão do TSE

TSE mantém inelegibilidade de Denarium até 2030

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta terça-feira (28), para manter o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (Republicanos), inelegível por oito anos. A decisão decorre de condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Com o resultado parcial do julgamento, Denarium fica impedido de disputar cargos eletivos até 2030.


Votos no TSE consolidam maioria pela condenação

Já votaram pela manutenção da inelegibilidade a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, além dos ministros André Mendonça, Nunes Marques e Estela Aranha.

Além de acompanhar a condenação, Estela Aranha também votou pela cassação do atual governador, Edilson Damião.

Entenda o caso julgado pelo TSE

A decisão do tribunal tem como base uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que aponta que Denarium utilizou a estrutura do governo estadual e recursos públicos para influenciar o resultado das eleições de 2022.

O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que cassou o mandato do então governador e de seu vice em quatro ocasiões distintas. Ambos recorreram ao TSE.

Denarium renunciou ao cargo para disputar o Senado Federal, o que levou Damião a assumir o governo. Com o julgamento em andamento, o atual governador também pode perder o mandato.

Acusações envolvem compra de votos e uso irregular de programas sociais

As condenações na esfera estadual foram motivadas por acusações de compra de votos e uso indevido da máquina pública.

Segundo os processos, programas sociais foram implementados em período eleitoral de forma irregular, incluindo:

  • Distribuição de cestas básicas
  • Concessão de auxílio mensal de R$ 200
  • Reformas habitacionais
  • Envio de aproximadamente R$ 70 milhões a municípios

De acordo com a Justiça Eleitoral, os programas “Cesta da Família” e “Morar Melhor” foram criados fora do prazo legal, já em ano eleitoral, o que é proibido pela legislação.

Envio de recursos públicos também foi questionado

Outro ponto destacado nas decisões foi o envio de recursos a municípios durante o período eleitoral. Os valores foram destinados, sob justificativa de danos causados por chuvas, a cidades cujos prefeitos declararam apoio político ao então governador.

A liberação dos recursos ocorreu a pouco mais de dois meses das eleições, o que, segundo as decisões judiciais, contribuiu para desequilíbrio no pleito.

Redação

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